Vivendo a Simplicidade

Fernando BorgesBlog do Reno & NatáliaLeave a Comment

Nunca peguei em uma enxada, plantar então? Só feijão. Acho que perdi em algum momento o sentido das coisas simples da vida, deixei de observar o belo e natural para viver o fosco e artificial. E foi difícil me encaixar nessa nova vida, sofri um choque de realidade e me vi perdida em meio à criação. E como diz Brad, eu tive que mudar minha cosmovisão. E isso só foram aulas de missiologia e agricultura. E não para por ai, em cada aula de fisiologia, enfermagem básica, anatomia, nutrição, culinária, saúde bucal, saúde mental fui descobrindo minha própria identidade, nas disciplinas espirituais não pude conter minha felicidade e nas de massagem, hidroterapia e o que fazer onde não há medico e dentista mostraram a minha capacidade.
Uma vez ouvi que a vida nos reserva grandes surpresas, mas na verdade eu aprendi que Deus nos surpreende com suas grandezas. Ele me trouxe para a Amazônia para me ensinar o real sentido da palavra serviço. Aqui existem pessoas que necessitam de outras e a Escola de missões me fez entender que eu posso amar e servir essas pessoas simplesmente com a minha entrega, disposição e doação.
Deus tem os seus meios, e ele usou um vídeo no Facebook sobre essa linda ONG para mudar o rumo da minha história, mal sabia eu que estaria por aqui, mas andar com Deus é novidade diária de vida e, por isso, aceitei o Seu chamado. Sem saber o que me esperava, decidir experimentar o novo. E olha, tem sido surpreendente!!! Se você quer viver algo único, especial e transformador venha conhecer e dedicar um tempo da sua vida para servir pessoas. Talvez, você assim como eu precise sair da artificialidade para viver o sobrenatural de Deus.

100% para Deus

Fernando BorgesBlog do Victor & GabiLeave a Comment

“Formei-me em Direito em 2009 e na sequência emendei uma pós-graduação. Comecei a trabalhar num dos maiores escritórios de São Paulo e em pouco tempo já estava ganhando o suficiente para ter meu carro e arcar com minhas despesas. Um tempo depois, já fora do escritório, fui convidada por uma editora para atuar na área acadêmica escrevendo livros para concursos públicos. Enfim, a vida me proporcionava até mais do que uma jovem de 26 anos poderia esperar.

Mas Deus alterou a minha rota. Conheci a Igreja Adventista do Sétimo Dia em janeiro de 2014. Rapidamente muitas verdades me foram reveladas e eu com aquela ânsia pelo conhecimento me aprofundava cada vez mais. Até que me falaram sobre missão e este foi o ponto alto de todas as novas descobertas. Sempre admirei esse tipo de trabalho, então quis me envolver. Assim, fui para África com um grupo do UNASP em julho de 2014.
Quando voltei era outra pessoa. Aquela experiência havia sido muito forte, não tinha como negá-la. Para mim não havia possibilidade de viver algo diferente.

Em resposta às minhas orações, Deus foi colocando as pessoas certas em minha vida em setembro de 2014 conheci o Projeto Salva Vidas Amazônia. Fiquei impressionada com o fato de haver um local de capacitação para missionários com escola, alojamento para estudantes e toda estrutura para acomodar visitantes.

Eis que em outubro de 2014, juntamente com meu noivo tomei a decisão definitiva. Após muita oração decidi aceitar o chamado de Deus e virar missionária em tempo integral.
Após termos nos formado na Escola de Missões, hoje moramos às margens do Rio Andirá, na comunidade do Pindobal. No início tivemos algumas dificuldades, principalmente com as aranhas. Sofri um ataque de mucuin (um inseto local, menor do que a cabeça de um alfinete), ocasião em que tive mais de 60 picadas por todo o corpo! Também tivemos que nos adaptar com o fato de não termos água encanada. Lavar roupa no rio foi algo bem peculiar e tenho tido que desenvolver uma resistência física que antes não tinha. Sem contar o banho. Confesso que foi estranho nos primeiros dias ter de tomar banho de roupa.

Um fato que me marcou bastante foi numa noite de quarta-feira em que uns 20 minutos antes do culto acabou a energia na comunidade. Não sabíamos o que fazer, então resolvemos ir à igreja mesmo assim. Por alguma razão tive a ideia de irmos tocando violão e cantando hinos pelo caminho para chamar a atenção dos irmãos de que a programação iria acontecer. A estratégia funcionou tão bem que adultos e crianças foram se juntando a nós à luz de lanternas, aderindo à música e assim fomos até chegar na igreja. Foi emocionante ver aquelas pessoas cantando ao Senhor naquelas condições.

Vejo que Deus colocou em minha vida muitas oportunidades de sucesso, dinheiro, status e, antes de conhecê-Lo eu realmente estava seguindo por este caminho. Afinal, que mal há nisso? Esse é o rumo natural das coisas que o mundo prega não é mesmo? Essa é a figura de uma pessoa bem sucedida. Na verdade não há mal nenhum nisso, a não ser pelo fato de que eu carregava um profundo vazio dentro de mim.

Em resposta, Deus me apresentou o trabalho missionário e nele consegui encontrar o real propósito para a minha profissão e para minha vida. Há dias em que vou dormir exausta, mas extremamente feliz, pois é um cansaço por uma causa que vale a pena.

Concluo com Mateus 13:44 : ”O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo”.”

A Gabi e o Victor estudaram na Escola de Missões Salva-Vidas. Mais 12 alunos começarão nosso curso na semana que vem. Se você quiser conhecer mais sobre nossa escola, visite www.salvavidasamazonia.org/escola

Luzeiro XXVI

Salva-Vidas AmazôniaBlog Salva-VidasLeave a Comment

“Meu nome é Samantha, tenho 24 anos, sou gaúcha e enfermeira.
Sempre me impressionei com histórias de missionários que dedicavam a sua vida em prol de pessoas desconhecidas em lugares distantes. Ouvia sobre uma lancha que andava pelos rios da Amazônia levando atendimento de saúde.

Logo que entrei na faculdade de enfermagem, me inscrevi em vários sites de voluntariado, e para a minha tristeza, descobri que aquela lancha não estava mais em funcionamento. Mas, havia um projeto que realizava o mesmo trabalho. Então eu me inscrevi.

Ao final do último estágio curricular eu me vi muito confusa. Não sabia qual direção tomar depois de formada. E orei para que Deus guiasse a minha vida. Então eu recebi um e-mail. Nele, aquele projeto, chamado “Salva-Vidas Amazônia”, me convidava a doar um ano da minha vida trabalhando no interior da floresta amazônica.

Um ano era muito tempo. Eu poderia fazer a residência que sempre sonhei ou até passar em um concurso e ganhar um bom dinheiro. Mas, o meu coração queria responder. Então eu orei novamente. Fiz um acordo com Deus. Eu iria tentar todas as possibilidades, e a porta que se abrisse, seria a resposta de Deus. Então, eu respondi o e-mail.

A partir de então, somente esta porta se manteve aberta. Deus mandou pessoas que me ajudaram financeiramente e me trouxeram até a Amazônia.

Depois de três meses de curso preparatório, eu ainda não sabia onde iria trabalhar. Então, meu coordenador me informou que eu seria enfermeira da lancha Luzeiro XXI. Aquela lancha que despertava em mim o desejo de ser missionária. Eu teria esse privilégio.

Foram 9 meses morando na comunidade Rosa de Sarón, uma comunidade pequena e simples, onde há um posto de atendimento da ADRA e onde a Lancha fica ancorada.
Atendi inúmeros ribeirinhos, tanto na comunidade como na lancha. Cada um era um grande desafio. Eu orava pra Deus para que Ele me capacitasse e usasse as minhas mãos, e várias vezes eu senti que não eram as minhas mãos que faziam muitos dos procedimentos.

Então, eu entendi porque Deus havia me trazido até a Amazônia. Ele queria usar as minhas mãos para aliviar o sofrimento, mas muito mais, queria usar cada pessoa que eu conheci e cada situação que eu vivi para me ensinar sobre o seu amor e o seu plano de redenção. Eu imaginava que viria até aqui para salvar vidas, mas na verdade, Deus me trouxe aqui para que eu fosse salva.

Todos têm essa porta aberta, basta se colocar nas mãos de Deus. Ele deseja que atuemos nesta obra grandiosa e espera salvar muitos para o seu reino, inclusive você.”

A Samantha fez parte da III turma da Escola de Missões Salva-Vidas. Participou da Missão 1 por Cristo e ontem, voltou pra casa. Mas a gente acha que ela vai voltar pra cá. Agradecemos a ela por ter se colocado nas mãos de Deus e ter sido uma bênção para o projeto e principalmente para os ribeirinhos da Amazônia.

Quer conhecer mais sobre nosso curso de missionários? Visite www.salvavidasamazonia.org/escola
Deus te abençoe.

Uma vez missionária, pra sempre missionária…

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“Desde a adolescência, Deus colocou em meu coração o desejo de servi-lo. No entanto, segui minha vida e escolhi os próprios passos. Deixei o sonho de Deus “congelado” dentro de mim.

O tempo passou, e me graduei em enfermagem. Há nove anos sou enfermeira obstetra, e, desde os 19, trabalho na área da saúde. Trabalho na Estratégia Saúde da Família ( ESF) há quase uma década, atendendo à população carente de São Paulo.
Há algum tempo, comecei a perceber que estava atendendo no “automático”, e isso começou a me incomodar muito. O Espírito Santo tocou profundamente em meu coração, e sentia que deveria mudar e fazer algo para a obra de Deus.
Foi quando resolvi fazer uma busca sobre o tema missão. Acabei encontrando o projeto Salva Vidas Amazônia! E, para minha surpresa, o projeto era coordenado por pessoas da Igreja Adventista do Sétimo Dia – IASD, da qual sou membro. Que alegria!!!Entrei em contato na mesma hora, e em julho de 2014 eu fui para minha primeira missão com o projeto.
Foi MARAVILHOSO! Lá, tive um encontro real com Deus! Pois é! Ele teve de me enviar até o Amazonas para eu entender o que era o real cristianismo e como Jesus realizava o Seu ministério com a obra médica missionária. Nunca me senti tão feliz e completa, em toda a minha vida. Deus não precisava de mim naquele lugar para ajudar aquela população tão carente, mas eu, sim, precisava deles para continuar um processo de reavivamento e reforma na minha vida. Saí de lá transbordando amor e alegria…! Precisava passar aos meus filhos e a meus pais o valores que Deus me mostrou, e, então, depois de conversar muito com Ele, entendi que deveria voltar para a Amazônia com toda a minha família.Minhas férias estavam marcadas para uma data em que não seria possível ir com o grupo, já que essas missões são realizadas apenas em julho e dezembro. Assim, depois de muita oração e de vencer algumas barreiras, eu consegui trocar as férias!
Logo, entrei em contato com a coordenação do projeto. No entanto, eles me informaram que já havia dois grupos fechados e que não havia vaga para mim! A notícia foi como um “balde de água fria”, pois estava muito animada e contente com a ida de toda a família.
Continuei orando e pedindo a direção de Deus. Qual foi a minha surpresa quando entraram em contato comigo e, então, decidimos que eu deveria formar um grupo de 10 pessoas para realizar essa missão.

Ahhhhhh…. Que alegria!!! Resposta de Deus!!!!
Conversando com alguns conhecidos, nós já estávamos com um grupo quase fechado! Faltavam apenas duas pessoas! Em minha mente, elas deveriam ser um médico e uma dentista.
Orei por várias semanas e nada de essas pessoas aparecerem.Além disso, num determinado dia, TODOS desistiram, inclusive os meus pais, ficando apenas meu filho e eu. Ali, entendi que não era da vontade de Deus que fôssemos para essa missão. Em oração e muito triste, mas confiante que Ele estava dirigindo a minha vida, pedi que me Jesus me usasse onde fosse, e disse que não gostaria de ficar em minha cidade sem fazer nada para Ele em meu período de férias.Eu me recordo de que fiz essa oração em um domingo, e que na segunda-feira seguinte eu recebi um e-mail com vários contatos de pessoas interessadas em participar da missão.Deus me enviou as exatas oito pessoas que estavam faltando para que o grupo fosse montado. E eu não conhecia nenhuma delas! Com tudo certo, fomos para missão em julho de 2015 e foi mais uma missão transformadora, com muitas experiências pessoais com o Pai!

Mas tem mais! No último dia, Deus nos deu o privilégio de saber o porquê de Ele ter trocado todo o grupo.Após termos finalizado uma semana de oração jovem na comunidade de Samambaia, um jovem que estava afastado dos caminhos do Senhor nos disse que, por meio daquele grupo, o Espirito Santo havia trabalhado com ele durante toda a semana e que cada pessoa ali tinha sido importante para que visse claramente o que Deus queria para a sua vida. Afirmou que alí teria decidido voltar para Jesus, que seria um missionário e que gostaria de fazer teologia.Que emoção e alegria foi ouvir aquilo. Pude entender que os caminhos de Deus nunca são os mesmos que os nossos. Retornei mais uma vez para a minha casa em São Paulo e, orando a Deus, senti no coração que não deveria parar por aí, mas, sim, levar meu outro filho e os meus pais, que não foram nesse segundo grupo.Orem por minha família, pois, neste mês de setembro de 2015, estamos retornando todos juntos: meus dois filhos, meus pais e eu, para fazer o que Deus nos pede!
Nunca mais deixarei de ser uma missionária… Onde Ele me enviar eu irei…”

Deixando Deus no Controle

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“Sempre sonhei em ir pra uma missão, pois ouvia muitos missionários dizerem que quando saímos da nossa zona de conforto, e vamos para lugares onde não conhecemos a cultura, a comida, e muitas vezes a língua, dependemos de Deus para tudo, e era isso que eu queria largar as rédeas da minha vida e deixar que Cristo tomasse o controle, sair da minha zona de conforto e desfrutar das bênçãos do Criador.

Então, o Senhor me tirou da correria da cidade, do estresse e do trânsito, e me levou pra uma comunidade silenciosa, um lugar de paz, onde só se ouve o barulho dos animais, pra chamar minha atenção e me mostrar que apesar de pecadores, Deus nos usa grandemente quando permitimos. Mesmo quando tive medo e pensei que não sabia fazer nada, Ele me mostrou que todos nós somos úteis em sua obra, e que não importa se eu sei pouco ou muito, mas se estou a sua disposição.

Uma das coisas que mais gostei foi a natureza, ela fica tão próxima que parece nos abraçar, o céu é mais baixo e a noite as estrelas cobrem o céu, e se refletem no rio… Cada nascer do sol é um novo dia de alegria por estar em meio à criação, cada detalhe reflete o amor de Cristo. Lá todos os dias parecem sábado.
Sou grata a Deus por ter me conduzido até a Missão com o projeto Salva-Vidas Amazônia, e por que Ele ainda fala conosco e nos mostra onde e quando devemos ir, mesmo que por vezes não entendamos os motivos, se você deixar Deus agir, terá a certeza de estar sempre no melhor lugar.”

Chamada para Servir

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Todavia, o que para mim era lucro, passei a considerar como perda por amor de Cristo. Filip. 3:7

“A missão no Amazonas foi única, pois creio pelos olhos da Fé, que foi nessa missão que obtive as respostas de Deus quanto ao propósito que Ele tem para minha vida.

“Tudo começou com um forte desejo que nasceu em meu coração de ir como missionária pro Amazonas. Eu entrei na internet e vi sobre o projeto Salva-Vidas Amazônia, e pela providência Divina consegui participar da missão com um grupo que estava sendo formado por uma enfermeira de São Paulo. Aconteceram inúmeras coisas para me impedir de ir, mas com muita oração eu venci pela força e méritos de Cristo, e no dia 17 de julho estava embarcando pra tão desejada missão no Amazonas, e essa seria a primeira missão que eu participaria de fato como uma missionária. Que alegria, que privilégio.

“Durante os dias no Amazonas, por muitas vezes em minhas madrugadas com Deus, eu ainda não entendia o porquê estava ali, e no silêncio da noite, contemplando a lua, as estrelas, a suave brisa do vento gelado, o barulho vindo da selva, as lágrimas rolavam pelo meu rosto, e em profunda conversa com meu Salvador eu Lhe questionava qual o verdadeiro motivo de estar ali. Os dias se passavam e nada de respostas, até que faltando 3 dias para terminar a missão, Deus começou a Se revelar para mim de uma forma bastante pessoal.

“Na missão conheci um jovem ribeirinho chamado Naildo que estava afastado dos caminhos do Senhor. Ele me confidenciou sua história, e me disse dos sentimentos que tinha de voltar pra Deus, mas que tinha alguns assuntos para resolver antes, e ele me disse que precisava acertar as contas com um cara, e me contou os caminhos por onde andou, e o quanto havia ido longe. Eu passei a ficar amiga desse rapaz, e a orar por ele todas as madrugadas, e um dia, ele me disse: Érica, prega pra mim, e como ele era sempre muito brincalhão não levei a sério, e saí sorrindo. Foi quando ouvi a voz de Deus me dizendo: ‘volta lá e prega pra ele’, e eu disse a Deus: ‘Mas Senhor, pregar o que? Ele não deve estar falando sério, são 15:00 da tarde, vou pregar o que pra ele?’ E de novo ouvi a voz de Deus: ‘volta lá e prega pra ele.’

“Eu obedeci e voltei, sem nem saber o que ia fazer nem falar. Quando voltei, ele estava com a minha meditação nas mãos, estava lendo em voz alta, eu me sentei ao lado dele e fiquei ouvindo ele ler o finalzinho da meditação, quando ele acabou, ele disse: “Eu não entendi nada.” Eu sorri pra ele e lhe disse: “Então vamos ler juntos”, e comecei a ler a meditação pra ele e explicar.

“Quando acabei de ler ele ficou quieto e muito pensativo, perguntei o que ele estava pensando, e ele disse que queria ir embora, embora daquele lugar, que queria viver a vida, ganhar o mundo. Eu logo entendi que como um jovem, ele queria fama, dinheiro, riquezas e tudo o mais que o mundo oferece para nos desviar do foco que é Cristo. Comecei a aconselhar aquele jovem e compartilhei um pouco com ele sobre minhas experiências de vida e dos meus sofrimentos e marcas do passado por ter feito escolhas erradas e por não ter deixado Deus conduzir minha vida, pois assim como o Naildo eu também me afastei dos caminhos do Senhor e andei longe, muito longe, então eu sabia na prática do que estava lhe falando. Enquanto eu falava, de repente ele começou a chorar, um choro vindo da alma, um choro muito profundo, como se estivesse um grito preso dentro dele, eu segurei as mãos dele e perguntei se ele queria orar, ele só balançou a cabeça em sinal positivo.

“No último dia da missão aquele jovem reuniu a todos os missionários e nos contou sobre sua vida passada, sobre as drogas que havia usado, vícios de bebida e sobre seu sentimento de vingança, sobre sua vontade de matar alguém, e disse que todos ali tinham sua contribuição para a decisão dele. Ninguém mais acreditava nele, mas nós acreditamos. Ele disse que no dia que conversamos, minhas palavras abriram o coração dele pra Deus, e ele via algo diferente nos meus olhos. Ele não conseguia parar de olhar pra mim e chorar, as minhas palavras pra ele haviam o levado de volta para Jesus. Ele disse que podia ver Jesus na cruz sofrendo, e mesmo assim permaneceu humilde e com amor. Ele comunicou a todos sobre a decisão dele de voltar pros braços de Jesus e que queria dedicar a vida dele ao Senhor.

“Eu não me contive nas lágrimas, enquanto ele falava, o Espírito Santo foi me fazendo lembrar de cada resposta que havia me dado nas madrugadas, como se confirmando tudo o que havia me dito, e não saia da minha mente: APASCENTA OS MEUS CORDEIRINHOS.

“Sei que nada do que foi dito veio de mim, muito menos o olhar o qual ele se referiu, pois sou apenas um vaso de barro nas Mãos do Senhor. A Ele toda Honra e toda Glória, sou apenas um instrumento que deseja diariamente ser usada para Glorificar o nome de Cristo e realizar a missão que Ele nos confiou.

“Hoje esse rapaz já se rebatizou para Honra e Glória de Deus, e está fazendo o curso de missionários na Escola de Missões Salva-Vidas.

“Hoje sei na prática o que é a felicidade plena: é você se colocar como instrumento nas mãos do Senhor. A alegria daquele rapaz foi muito grande, mas a minha alegria é ainda maior, pois ser usada por Jesus para servir ao próximo é a maior alegria que o ser humano pode experimentar. Esse é um privilégio de Deus para seus filhos, não somente para sermos usados para salvar a outros, mas para sermos salvos também.

“E hoje sigo em oração para Deus me conduzir ao chamado que creio que Ele fez para mim, e para todos aqueles que estão dispostos a se colocar nas mãos do Mestre Jesus para cooperar com Ele na solene obra de buscar e salvar os perdidos e povoar o céu pelos méritos do sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.”

Negociando sem resposta Divina

Fernando BorgesBlog do Victor & GabiLeave a Comment

Em Barreirinha, tivemos uma reunião com a coordenadora de saúde, Sra. Helena, que nos fez uma proposta tentadora:13.000,00 reais líquidos por 7 dias consecutivos de trabalho no hospital, 24h/dia, 1 semana/mês, sendo o sábado negociável!
Antes do final, preciso explicar o contexto: Desde de que me formei em 2007, trabalhei com PSF, Hospital e Pronto Socorro. No último ano, ganhava um pouco mais que o dobro desse valor, com menos desgaste diário. No processo de volta aos braços de Cristo, entendi que minha fraqueza era o excesso de trabalho que causava cansaço frequente, horários irregulares que impediam uma rotina estável e duradoura somando com uma alimentação não saudável. Resultado: obesidade, gastrite, sono não restaurador, desatenção e ausência de vida espiritual. Sem falar que tinha contribuído fortemente para minha separação conjugal anterior.
Mas é muito dinheiro! Imagina tudo o que pode ser feito com ele no campo missionário! Sem falar no relacionamento com a prefeitura, abrindo portas para parcerias com o poder público!
Eu e minha esposa listamos todos os motivos racionais e espirituais que conseguimos. Oramos antes da reunião (até então desconhecíamos esses detalhes) por quase 1 mês. Pedimos que amigos e familiares também fizessem o mesmo. A pressão até aumentou um pouco sobre o assunto: “Vocês são profissionais, usem sua profissão para Deus”. Ouvimos muito isso e concordamos, mas queríamos a confirmação divina nesse assunto específico. Ela não veio. Os dias passaram, faltavam horas…e nada.
A secretária exigiu uma resposta ainda naquele dia. Fui conhecer o hospital e para nossa surpresa meu nome já estava na escala! Mas Deus continuava em silêncio. Cheguei a fazer planos com o dinheiro, mas não ia até o final para não me frustrar.
Anoiteceu, e andando nas ruas alagadas da cidade, concluímos que não devíamos mover um centímetro sem a confirmação divina. Não foi fácil, mas liguei e recusei polidamente a oferta.
Queria poder contar que logo depois soubemos que tinha sido a decisão correta. Que fomos premiados com alguma grande bênção, mas não foi isso que aconteceu. Meus pais foram novamente “provados” com essa informação. Nossos líderes nos apoiaram e a vida continuou.
A fé de José não foi premiada no exato momento em que ele recusou deitar-se com a mulher de Potifá e nem a de Jó quando ele não blasfemou contra Deus. No tempo de Deus, ela chegará, algumas em vida, mas para todos, na ressurreição dos justos.
Vale a pena ser fiel, porque atualmente estou experimentando a serenidade diária do relacionamento com Deus, percebida nas pequenas coisas.  A famosa “paz que excede o todo o entendimento”.
Você não gostaria de experimentar o mesmo?

Novo Lar

Salva-Vidas AmazôniaBlog das JaquelinesLeave a Comment

Foi emocionante a chegada à comunidade. Fomos muito bem recebidas. Logo na primeira semana, chamamos as mulheres da comunidade para fazer uma aulinha de culinária, que foi muito boa para nos integrarmos. Realizamos muitos atendimentos médicos, e a cada um deles, tivemos a oportunidade de orar pela pessoa e por sua família. Foi muito emocionante.

Criamos nossa rotina, compartilhamos momentos juntas no devocional pela manhã, cantando hinos, orando e aprendendo mais de Cristo e Seu propósito para nós. Ao fim da tarde, a cada dia, também fazemos o estudo da lição.

Durante um atendimento médico complicado, pudemos entregar um livreto infantil sobre Jesus. Por duas vezes estivemos envolvidas no pequeno grupo, compartilhando a palavra de Deus, socializando, levando um lanchinho pra comer com o pessoal. Foi fera! Nesses momentos conhecemos mais uns aos outros e também começamos a formar amizades.

É uma realidade simples e bem humilde em meio à natureza dentro e fora de casa, nada comparado a algo que já vivemos. Tem sido uma bênção e um grande aprendizado.