Hoje a Salvação Chegou à Minha Humilde Casa!

Fernando BorgesBlog da Base de CoariLeave a Comment

Foi no domingo pela manhã que saímos junto com a comunidade Monte das Oliveiras, onde estamos trabalhando, para participarmos do torneio de futebol, e eu, Gleydiane, fui convidada pelas meninas a participar do jogo, e é claro que um missionário sempre aproveita as oportunidades de evangelizar, e nesta comunidade aonde íamos, ficamos sabendo que lá não tem presença de adventistas, e como não temos gasolina para visitar, aceitamos ao convite.

Então a Cris (minha dupla missionária) e eu separamos folhetos e livros (A Única Esperança) para distribuir na comunidade Barro Alto, para onde íamos.
Antes de sairmos, coloquei uma roupa apropriada para o jogo, e no momento em que eu estava me arrumando, ao lado da minha mala estava a minha companheira “Bíblia”. Ao olhar para ela, papai do céu me disse: “Leve sua bíblia, pois irá precisar dela”. No momento pensei: “Ah, já estou levando os livros e folhetos, e se em algum momento for preciso falar algum verso da bíblia, eu cito os versos que tenho em minha mente memorizados”, mas, novamente a voz falou comigo, e eu disse então: “Está bem!”

Chamei a Cristiane para guardar a Bíblia em sua mochila. Ao sairmos com todos fizemos uma oração e seguimos viajem de 1hr de rabeta. Ao chegar à comunidade, percebemos o porquê do nome “Barro Alto” kkk, mas a comunidade é bonita, então saímos de casa em casa, para distribuirmos os livros e folhetos.

Em uma das casas, conhecemos dona Rita e a Selma, que são vizinhas. Elas nos receberam muito bem, mas antes de fazermos as visitas, pedi para Deus que me ajudasse a fazer amizade, e a ser sorridente, porque, logo de cara tenho uma fisionomia de brava. Pelo menos é o que muitos me dizem quando me veem pela primeira vez, mas papai do céu me ajudou, entrei nas casas com um imenso sorriso, e a dona Selma e a Rita ficaram felizes com a nossa presença e com o presente.

Quando falamos de Jesus, dona Selma nos pediu para que fôssemos à casa do pai dela. Dissemos que poderíamos ir sim, só que estávamos fazendo em sequência as visitas. Dona Selma pediu para ir naquele momento, ela nos disse que ele estava se recuperando de uma doença e tinha depressão. Então fomos, e ao chegarmos à casa do Sr. Francisco, ele estava em sua rede deitado, e com aquele meu grande sorriso chamei-o por seu nome. Sua filha nos apresentou e disse que eu era enfermeira missionária. Seu Francisco todo feliz com a nossa visita, perguntou-nos se éramos missionárias da igreja católica. Dissemos que somos da igreja adventista do sétimo dia, e que Deus nos enviou até ele porque ele é especial e bom! Como eu já sabia por alto sobre sua situação, disse que tinha levado um presente para ele, e enquanto isso sua filha foi buscar o aferidor de pressão, para que depois eu pudesse aferir sua pressão arterial.

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Neste tempo, eu conversava com Deus em pensamento sobre o que falar e ler para ele, e Deus me respondeu através do próprio Sr. Francisco, quando ele nos contou com mais detalhes o que ele passava. Ele nos disse que sua depressão era por estar se recuperando de uma doença. Me disse que era fraco demais para suportar. Quando ele me disse isso, o Espírito Santo me fez lembrar de dois personagens bíblicos: Jó e Elias. Jó esteve muito doente, e Elias também teve depressão, e ambos encontraram a cura e a esperança em Jesus, falei isso para o Sr. Francisco e li uns versos de Jó (42:1-6; 19:27). Ao ler, percebi que Deus havia acabado de me usar, e o porque insistiu que levasse a minha bíblia, pois era isso que ele precisava ouvir, e os versos que tenho em mente não eram propícios para aquela situação. Deus se importa para que sua palavra chegue até estes povos que vivem em locais distantes, em comunidades, aldeias e cidades.

Depois da leitura, o Sr. Francisco exclamou com firmeza: “Hoje a salvação chegou à minha humilde casa”, e em seus olhos escorreram lágrimas. Com o coração alegre agradeci a Deus por ser um instrumento, e em como ele sempre provê meios para que a palavra chegue até Seus filhos. Amém! Estou muito grata pela obra médico-missionária. Importa que ela seja ensinada, que seja levada avante; pois é precisamente a obra que Cristo realizou quando esteve neste mundo.

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