Uma vez missionária, pra sempre missionária…

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“Desde a adolescência, Deus colocou em meu coração o desejo de servi-lo. No entanto, segui minha vida e escolhi os próprios passos. Deixei o sonho de Deus “congelado” dentro de mim.

O tempo passou, e me graduei em enfermagem. Há nove anos sou enfermeira obstetra, e, desde os 19, trabalho na área da saúde. Trabalho na Estratégia Saúde da Família ( ESF) há quase uma década, atendendo à população carente de São Paulo.
Há algum tempo, comecei a perceber que estava atendendo no “automático”, e isso começou a me incomodar muito. O Espírito Santo tocou profundamente em meu coração, e sentia que deveria mudar e fazer algo para a obra de Deus.
Foi quando resolvi fazer uma busca sobre o tema missão. Acabei encontrando o projeto Salva Vidas Amazônia! E, para minha surpresa, o projeto era coordenado por pessoas da Igreja Adventista do Sétimo Dia – IASD, da qual sou membro. Que alegria!!!Entrei em contato na mesma hora, e em julho de 2014 eu fui para minha primeira missão com o projeto.
Foi MARAVILHOSO! Lá, tive um encontro real com Deus! Pois é! Ele teve de me enviar até o Amazonas para eu entender o que era o real cristianismo e como Jesus realizava o Seu ministério com a obra médica missionária. Nunca me senti tão feliz e completa, em toda a minha vida. Deus não precisava de mim naquele lugar para ajudar aquela população tão carente, mas eu, sim, precisava deles para continuar um processo de reavivamento e reforma na minha vida. Saí de lá transbordando amor e alegria…! Precisava passar aos meus filhos e a meus pais o valores que Deus me mostrou, e, então, depois de conversar muito com Ele, entendi que deveria voltar para a Amazônia com toda a minha família.Minhas férias estavam marcadas para uma data em que não seria possível ir com o grupo, já que essas missões são realizadas apenas em julho e dezembro. Assim, depois de muita oração e de vencer algumas barreiras, eu consegui trocar as férias!
Logo, entrei em contato com a coordenação do projeto. No entanto, eles me informaram que já havia dois grupos fechados e que não havia vaga para mim! A notícia foi como um “balde de água fria”, pois estava muito animada e contente com a ida de toda a família.
Continuei orando e pedindo a direção de Deus. Qual foi a minha surpresa quando entraram em contato comigo e, então, decidimos que eu deveria formar um grupo de 10 pessoas para realizar essa missão.

Ahhhhhh…. Que alegria!!! Resposta de Deus!!!!
Conversando com alguns conhecidos, nós já estávamos com um grupo quase fechado! Faltavam apenas duas pessoas! Em minha mente, elas deveriam ser um médico e uma dentista.
Orei por várias semanas e nada de essas pessoas aparecerem.Além disso, num determinado dia, TODOS desistiram, inclusive os meus pais, ficando apenas meu filho e eu. Ali, entendi que não era da vontade de Deus que fôssemos para essa missão. Em oração e muito triste, mas confiante que Ele estava dirigindo a minha vida, pedi que me Jesus me usasse onde fosse, e disse que não gostaria de ficar em minha cidade sem fazer nada para Ele em meu período de férias.Eu me recordo de que fiz essa oração em um domingo, e que na segunda-feira seguinte eu recebi um e-mail com vários contatos de pessoas interessadas em participar da missão.Deus me enviou as exatas oito pessoas que estavam faltando para que o grupo fosse montado. E eu não conhecia nenhuma delas! Com tudo certo, fomos para missão em julho de 2015 e foi mais uma missão transformadora, com muitas experiências pessoais com o Pai!

Mas tem mais! No último dia, Deus nos deu o privilégio de saber o porquê de Ele ter trocado todo o grupo.Após termos finalizado uma semana de oração jovem na comunidade de Samambaia, um jovem que estava afastado dos caminhos do Senhor nos disse que, por meio daquele grupo, o Espirito Santo havia trabalhado com ele durante toda a semana e que cada pessoa ali tinha sido importante para que visse claramente o que Deus queria para a sua vida. Afirmou que alí teria decidido voltar para Jesus, que seria um missionário e que gostaria de fazer teologia.Que emoção e alegria foi ouvir aquilo. Pude entender que os caminhos de Deus nunca são os mesmos que os nossos. Retornei mais uma vez para a minha casa em São Paulo e, orando a Deus, senti no coração que não deveria parar por aí, mas, sim, levar meu outro filho e os meus pais, que não foram nesse segundo grupo.Orem por minha família, pois, neste mês de setembro de 2015, estamos retornando todos juntos: meus dois filhos, meus pais e eu, para fazer o que Deus nos pede!
Nunca mais deixarei de ser uma missionária… Onde Ele me enviar eu irei…”

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