Luzeiro XXVI

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“Meu nome é Samantha, tenho 24 anos, sou gaúcha e enfermeira.
Sempre me impressionei com histórias de missionários que dedicavam a sua vida em prol de pessoas desconhecidas em lugares distantes. Ouvia sobre uma lancha que andava pelos rios da Amazônia levando atendimento de saúde.

Logo que entrei na faculdade de enfermagem, me inscrevi em vários sites de voluntariado, e para a minha tristeza, descobri que aquela lancha não estava mais em funcionamento. Mas, havia um projeto que realizava o mesmo trabalho. Então eu me inscrevi.

Ao final do último estágio curricular eu me vi muito confusa. Não sabia qual direção tomar depois de formada. E orei para que Deus guiasse a minha vida. Então eu recebi um e-mail. Nele, aquele projeto, chamado “Salva-Vidas Amazônia”, me convidava a doar um ano da minha vida trabalhando no interior da floresta amazônica.

Um ano era muito tempo. Eu poderia fazer a residência que sempre sonhei ou até passar em um concurso e ganhar um bom dinheiro. Mas, o meu coração queria responder. Então eu orei novamente. Fiz um acordo com Deus. Eu iria tentar todas as possibilidades, e a porta que se abrisse, seria a resposta de Deus. Então, eu respondi o e-mail.

A partir de então, somente esta porta se manteve aberta. Deus mandou pessoas que me ajudaram financeiramente e me trouxeram até a Amazônia.

Depois de três meses de curso preparatório, eu ainda não sabia onde iria trabalhar. Então, meu coordenador me informou que eu seria enfermeira da lancha Luzeiro XXI. Aquela lancha que despertava em mim o desejo de ser missionária. Eu teria esse privilégio.

Foram 9 meses morando na comunidade Rosa de Sarón, uma comunidade pequena e simples, onde há um posto de atendimento da ADRA e onde a Lancha fica ancorada.
Atendi inúmeros ribeirinhos, tanto na comunidade como na lancha. Cada um era um grande desafio. Eu orava pra Deus para que Ele me capacitasse e usasse as minhas mãos, e várias vezes eu senti que não eram as minhas mãos que faziam muitos dos procedimentos.

Então, eu entendi porque Deus havia me trazido até a Amazônia. Ele queria usar as minhas mãos para aliviar o sofrimento, mas muito mais, queria usar cada pessoa que eu conheci e cada situação que eu vivi para me ensinar sobre o seu amor e o seu plano de redenção. Eu imaginava que viria até aqui para salvar vidas, mas na verdade, Deus me trouxe aqui para que eu fosse salva.

Todos têm essa porta aberta, basta se colocar nas mãos de Deus. Ele deseja que atuemos nesta obra grandiosa e espera salvar muitos para o seu reino, inclusive você.”

A Samantha fez parte da III turma da Escola de Missões Salva-Vidas. Participou da Missão 1 por Cristo e ontem, voltou pra casa. Mas a gente acha que ela vai voltar pra cá. Agradecemos a ela por ter se colocado nas mãos de Deus e ter sido uma bênção para o projeto e principalmente para os ribeirinhos da Amazônia.

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Deus te abençoe.

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