100% para Deus

Fernando BorgesBlog do Victor & GabiLeave a Comment

“Formei-me em Direito em 2009 e na sequência emendei uma pós-graduação. Comecei a trabalhar num dos maiores escritórios de São Paulo e em pouco tempo já estava ganhando o suficiente para ter meu carro e arcar com minhas despesas. Um tempo depois, já fora do escritório, fui convidada por uma editora para atuar na área acadêmica escrevendo livros para concursos públicos. Enfim, a vida me proporcionava até mais do que uma jovem de 26 anos poderia esperar.

Mas Deus alterou a minha rota. Conheci a Igreja Adventista do Sétimo Dia em janeiro de 2014. Rapidamente muitas verdades me foram reveladas e eu com aquela ânsia pelo conhecimento me aprofundava cada vez mais. Até que me falaram sobre missão e este foi o ponto alto de todas as novas descobertas. Sempre admirei esse tipo de trabalho, então quis me envolver. Assim, fui para África com um grupo do UNASP em julho de 2014.
Quando voltei era outra pessoa. Aquela experiência havia sido muito forte, não tinha como negá-la. Para mim não havia possibilidade de viver algo diferente.

Em resposta às minhas orações, Deus foi colocando as pessoas certas em minha vida em setembro de 2014 conheci o Projeto Salva Vidas Amazônia. Fiquei impressionada com o fato de haver um local de capacitação para missionários com escola, alojamento para estudantes e toda estrutura para acomodar visitantes.

Eis que em outubro de 2014, juntamente com meu noivo tomei a decisão definitiva. Após muita oração decidi aceitar o chamado de Deus e virar missionária em tempo integral.
Após termos nos formado na Escola de Missões, hoje moramos às margens do Rio Andirá, na comunidade do Pindobal. No início tivemos algumas dificuldades, principalmente com as aranhas. Sofri um ataque de mucuin (um inseto local, menor do que a cabeça de um alfinete), ocasião em que tive mais de 60 picadas por todo o corpo! Também tivemos que nos adaptar com o fato de não termos água encanada. Lavar roupa no rio foi algo bem peculiar e tenho tido que desenvolver uma resistência física que antes não tinha. Sem contar o banho. Confesso que foi estranho nos primeiros dias ter de tomar banho de roupa.

Um fato que me marcou bastante foi numa noite de quarta-feira em que uns 20 minutos antes do culto acabou a energia na comunidade. Não sabíamos o que fazer, então resolvemos ir à igreja mesmo assim. Por alguma razão tive a ideia de irmos tocando violão e cantando hinos pelo caminho para chamar a atenção dos irmãos de que a programação iria acontecer. A estratégia funcionou tão bem que adultos e crianças foram se juntando a nós à luz de lanternas, aderindo à música e assim fomos até chegar na igreja. Foi emocionante ver aquelas pessoas cantando ao Senhor naquelas condições.

Vejo que Deus colocou em minha vida muitas oportunidades de sucesso, dinheiro, status e, antes de conhecê-Lo eu realmente estava seguindo por este caminho. Afinal, que mal há nisso? Esse é o rumo natural das coisas que o mundo prega não é mesmo? Essa é a figura de uma pessoa bem sucedida. Na verdade não há mal nenhum nisso, a não ser pelo fato de que eu carregava um profundo vazio dentro de mim.

Em resposta, Deus me apresentou o trabalho missionário e nele consegui encontrar o real propósito para a minha profissão e para minha vida. Há dias em que vou dormir exausta, mas extremamente feliz, pois é um cansaço por uma causa que vale a pena.

Concluo com Mateus 13:44 : ”O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo”.”

A Gabi e o Victor estudaram na Escola de Missões Salva-Vidas. Mais 12 alunos começarão nosso curso na semana que vem. Se você quiser conhecer mais sobre nossa escola, visite www.salvavidasamazonia.org/escola

Deixe uma resposta